Olá, como estão? Hoje trago a resenha do livro Correntes: Guardiões Acorrentados da nossa parceira Érica Eloise Alcátedra.     O livro é sobre Catherine, uma jovem preocupada com sua escola e que, para melhorias, tenta se candidatar ao conselho escolar, apesar de ninguém se importar com suas propostas realmente importantes.  A jovem tem uma personalidade forte, assim como sua amiga, Camila, que sofre em casa por conta das brigas de seus pais com sua irmã, Elisa, que namora outra menina. Ambas quase não tem amigos (eu diria que nem um. na verdade), então, são como irmãs e ficam boa parte do tempo juntas.
   Certo dia, um garoto chamado Edgar (com quem Catherine teve uma queda quando ainda eram crianças) decide se recandidatar as eleições do próximo semestre, o que a deixa um pouco abalada já que, para ela, ele não passa de um rostinho bonito sem boas ideias. A partir daí nossa protagonista passa a acreditar que não pode ganhar dele, mas decide se “rebelar” e tenta ter mais atitude, digamos assim. O começo da mudança é quando ela sai escondida com Camila para um show de rock.    Já no show Catherine começa a chamar atenção por suas roupas “estilo nerd” e sua amiga dá algumas para que ela possa usar, dois caras a puxam para um canto e o desespero começa a tomar conta. Por conta um rapaz chamado Átila a salva desses velhos bêbados e ela volta para encontrar sua amiga.     Os dias passam e cada vez Catherine nota que há mais e mais pessoas desaparecendo, mas nada que alerte sua mente sobre algum perigo em potencial, até o dia em que seu pai é sequestrado. A jovem também encontra Átila novamente e pensa que ele fará algo com ela, ainda mais por que ele está na escola em que ela estuda e é mais ou menos aí que ela começa a sentir uma conexão estranha, apesar de não saber quem e nem onde está, ela sabe que está em algum lugar ali perto, como uma força maior ligando-os.     Nossa protagonista passa a entender melhor os ocorridos quando vai para uma instituição da qual nunca ouviu falar junto com alguns jovens que podem deter Demônios que querem dominar uma Terra distante, mas essas são coisas pequenas comparadas a quem o destino resolveu liga-la para todo o sempre.     Não tenho palavras para dizer o quanto gostei da protagonista e da história, que se baseia em uma lenda chinesa chamada “Akai Ito: O Fio Vermelho”, que diz que todo mundo está ligado com sua alma gêmea por uma corrente invisível. Já ouvi falar dessa lenda e foi muito legal ler um livro baseado nela, ainda mais com personagens marcantes como esses.    Quanto a escrita: Gostei muito, a autora descreve as cenas apenas o suficiente e a leitura flui facilmente, nos fazendo querer mais e mais. Outra coisa que gostei bastante foi o fato da Érica ter abordado o tema LGBT no livro, retratando o que muitas pessoas vivem em casa com sua família por simplesmente não aceitarem sua opção sexual.     Espero ter a oportunidade de ler logo a continuação, pois foi realmente foi um livro que me prendeu do começo ao fim e a autora está de parabéns por criar personagens “reais”, que podemos nos identificar com facilidade até mesmo nas questões do dia a dia que, muitos escritores, não conseguem passar isso. Ela criou problemas reais em meio a fantasia e ganhou muitos pontos comigo pela representatividade.  Deixo aqui para vocês a lenda: “Um fio invisível conecta os que estão destinados a conhecer-se… Independente do tempo, lugar ou circunstância… O fio pode esticar ou emaranhar-se, Mas nunca irá se partir.”